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Vacina é uma substância produzida com bactérias ou vírus (ou partes deles) mortos ou enfraquecidos. A vacina provoca uma reação do sistema de defesa e promove a produção de anticorpos contra aquela substância. Desse modo, a vacina prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele agente, o sistema de defesa possa agir mais rapidamente. Assim a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma mais branda.

Existem dois tipos de vacinas: atenuadas e inativadas.

As vacinas inativadas são compostas por microrganismos não vivos ou suas frações e não provocam doença subclínica. Podem ser administradas com segurança em população imunodeprimida. Compõem esse grupo: vacinas pertussis de células inteiras, vacinas inativada contra poliomielite; tétano; difteria; alguns subtipos de influenza; hepatite A; hepatite
B; HPV; pneumococo; meningococo. Em pacientes que fazem quimioterapia, a imunidade chega a ficar tão “baixa” que muitas vezes o organismo não será capaz de reconhecer a vacina e não terá o efeito de proteção. Por isso, é necessário aplicar a vacina inativada 3 semanas antes do início da quimioterapia ou 1 mês após o término. Muitas vezes nesse caso é necessário dose de reforço.
Já as vacinas atenuadas são produzidas com microorganismos obtidos através da seleção de cepas naturais atenuadas em meios de cultura especiais, provocando uma infecção similar porém mais branda. São elas: sarampo, caxumba; rubéola; varicela; febre amarela; herpes zoster; poliomielite oral; rotavírus e BCG. Geralmente são de dose única e
conferem imunidade duradoura. Este tipo de vacina é contraindicada em pacientes imunodeprimidos pelo risco de desenvolvimento da doença após a vacinação.Pacientes que fazem uso de corticoides em altas doses também não devem receber tais vacinas.
A febre amarela tem como forma de proteção mais efetiva a vacinação. A vacina está disponível no SUS para moradores ou pessoas que pretendem visitar regiões silvestres, rurais ou de mata, porém com o recente surto de febre amarela haverá o início de uma campanha maciça de vacinação no estado de São Paulo. A vacina contra a febre amarela é composta por vírus atenuado e, dessa forma, não deve ser administrada em pacientes oncológicos em
tratamento quimioterápico. Indicamos evitar vacinas atenuadas por até três meses após interrupção do tratamento quimioterápico.
No caso da vacina contra a febre amarela, posteriormente à aplicação, é comum o aparecimento de sintomas, como dores musculares e de cabeça, além de febre. Vermelhidão, inchaço e calor também podem ocorrer no ponto de aplicação.
Até o ano passado, a vacina contra febre amarela era tomada com dose de reforço após 10 anos, mas essa diretriz foi revista pelo Ministério da Saúde e hoje a vacina vale por toda a vida. Portanto, pacientes com câncer que já tiverem
tomado uma dose da vacina estão protegidos e não precisam repetir a imunização. Em caso de dúvida, procure seu médico oncologista para maiores esclarecimentos.
 
Dra. Maria Fernanda de Oliveira –  CRM SP: 121.277 – Oncologista Clínica do COE
 

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